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Processo:
0000782-92.2023.8.16.0191
(Decisão monocrática)
Segredo de Justiça: Não
Relator(a): Austregesilo Trevisan
Juiz de Direito da Turma Recursal dos Juizados Especiais
Órgão Julgador: 6ª Turma Recursal dos Juizados Especiais
Comarca: Curitiba
Data do Julgamento: Sat Sep 19 00:00:00 BRT 2026
Fonte/Data da Publicação:  Sat Sep 19 00:00:00 BRT 2026

Ementa

APELAÇÃO CRIMINAL. PERTURBAÇÃO DE SOSSEGO ALHEIOS. ARTIGO 42, INCISOS I E III, DA LEI DE CONTRAVENÇÕES PENAIS. SENTENÇA CONDENATÓRIA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO RÉU. PLEITO ABSOLUTÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. PROVAS DOS AUTOS SUFICIENTES A DEMONSTRAR A PERTURBAÇÃO CAUSADA À COLETIVIDADE DOS MORADORES DO LOCAL. CONJUNTO PROBATÓRIO APTO PARA CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA LIBERDADE NÃO SUPERIOR A SEIS MESES POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE. VEDAÇÃO EXPRESSA DO ART. 46, CAPUT, DO CP. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Apelação Criminal interposta em face da sentença de procedência da pretensão punitiva, condenando o Apelante pela prática da contravenção penal de perturbação do sossego, tipificada no artigo 42, incisos I e III, do Decreto-lei nº 3688/41, à pena de 15 dias de prisão simples, substituída por pena pecuniária. O Apelante sustenta a insuficiência probatória de materialidade e autoria, além da ausência de dolo, frente à atipicidade da conduta. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em definir se a conduta do apelante configurou a contravenção penal de perturbação do sossego alheio, com base na comprovação da autoria e materialidade dos fatos. III. Razões de decidir 3. Autoria e materialidade comprovadas por meio de boletim de ocorrência, auto de apreensão e depoimentos de testemunhas. 4. A conduta da apelante atingiu uma pluralidade de pessoas, caracterizando a perturbação do sossego. 5. Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade, conforme o art. 46 do Código Penal. 6. Sentença condenatória mantida, com recurso conhecido e desprovido. IV. Dispositivo e tese 7. Recurso conhecido e desprovido. Tese de julgamento:A prática de perturbação do sossego alheio, conforme prevista no artigo 42, incisos I e III, da Lei de Contravenções Penais, caracteriza-se pela produção de barulho excessivo que atinge uma pluralidade de pessoas, sendo suficiente a comprovação da autoria e materialidade por meio de depoimentos e registros policiais para a condenação do responsável. I - RELATÓRIO